😲 Ela despejou uma panela de água sobre Nadia diante de todas as detentas, mas o que descobriu no fundo do recipiente fez a guarda empalidecer.
Brigitte despejou toda a água da panela sobre Nadia. As detentas aplaudiram, convencidas de que ela acabara de lhe dar uma boa lição.
Mas Nadia não se mexeu. Apenas baixou os olhos para o recipiente de metal.
A água quente acabara de fazer aparecer três sequências de números na parte externa do fundo: 7310, 214, 4082.
Nadia sorriu.
— Obrigada, Brigitte. Você acabou de me mostrar onde esconde tudo.
Brigitte virou a panela de cabeça para baixo, gritando que não havia nada ali, mas Nadia já tinha chamado uma guarda.
Ao ver os números, a mulher ficou lívida.
— 4082… Esse era o número de Élise Martin.
Élise era uma detenta que, oficialmente, havia sido transferida para outra prisão dois anos antes. No entanto, Nadia sabia que havia algo estranho naquela história. Élise era sua irmã, e ela nunca acreditara no relato de seu desaparecimento.
Quando Nadia apontou para o número 214, a guarda percebeu que precisavam agir imediatamente.
Aquela cela estava interditada havia anos. Atrás de um tijolo solto, elas encontraram objetos pessoais que pertenciam a Élise, além de um pingente e uma pequena chave marcada com o número 7310.
Nadia apertou o pingente da irmã em sua mão.
— Aonde essa chave leva?
Brigitte desviou o olhar. A guarda mais velha murmurou algumas palavras que fizeram o sangue de Nadia gelar…
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— Antigamente, havia uma sala subterrânea sob a lavanderia — sussurrou a guarda mais velha. — O número 7310…
Nadia olhou para a pequena chave em sua mão. Ela percebeu que o desaparecimento de sua irmã estava relacionado àquele lugar.
— Levem-me até lá\! — exigiu.
Brigitte tentou se colocar no caminho.
— Vocês não podem abrir aquela porta\! Não sabem o que há lá dentro\!
A guarda a encarou com desconfiança.
— Por que isso te assustou tanto, Brigitte?
Ninguém respondeu.
Poucos minutos depois, Nadia, a guarda e dois agentes penitenciários chegaram diante de uma porta metálica escondida atrás de estantes antigas. Nadia inseriu a chave na fechadura. Um clique ecoou pelo local.
A porta se abriu lentamente.
Lá dentro, encontraram caixas cheias de documentos, vários telefones e sacolas contendo objetos pessoais. Sobre uma mesa empoeirada, havia uma fotografia de Élise.
Nadia a pegou com as mãos trêmulas.
No verso, havia uma frase escrita:
«Se Nadia descobrir este lugar, digam a ela que eu nunca quis desaparecer.»
Os olhos de Nadia se encheram de lágrimas.
— Minha irmã esteve aqui… Vocês sabiam disso, não é?
Brigitte abaixou a cabeça, incapaz de responder.
Em seguida, a guarda abriu uma pasta com o nome de Élise. Os documentos indicavam que ela havia sido transferida dois anos antes. No entanto, nenhuma prisão de destino havia sido mencionada.
De repente, Nadia percebeu uma assinatura no final da última página.
Era a assinatura do atual diretor do estabelecimento.
— Chamem-no imediatamente\! — ordenou.
Quando o diretor entrou na sala, seu olhar pousou sobre a fotografia. Ele parou imediatamente.
— Quem autorizou vocês a abrir esta sala? — perguntou, com a voz trêmula.
Nadia avançou em sua direção.
— Quero saber o que aconteceu com a minha irmã\!
O diretor permaneceu em silêncio por alguns segundos e, então, murmurou:
— Élise nunca saiu desta prisão…
Nadia sentiu as pernas fraquejarem.
Mas, antes que pudesse fazer outra pergunta, Brigitte caiu em prantos e revelou uma verdade que ninguém jamais poderia ter imaginado…
